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WFI na Indústria Farmacêutica: Produção e Controle de Qualidade

  • Polaris Análises
  • 23 de abr.
  • 4 min de leitura

A Água para Injetáveis, amplamente conhecida pela sigla WFI (Water for Injection), é considerada um dos insumos mais críticos em toda a cadeia produtiva farmacêutica.



Diferente da água purificada comum, a WFI exige padrões rigorosos de pureza química e, principalmente, microbiológica para garantir a segurança do paciente final.


Sua aplicação é obrigatória na preparação de medicamentos parenterais, soluções de diálise e produtos que entram em contato direto com a corrente sanguínea ou tecidos internos.



Neste guia, exploraremos os métodos de produção, as exigências regulatórias e os controles essenciais para manter seu sistema em conformidade.

Resumo rápido


  • A WFI exige ausência quase total de endotoxinas, vital para a segurança de medicamentos injetáveis.

  • A destilação continua sendo o padrão ouro, mas processos de membrana ganham espaço regulatório.

  • O monitoramento de TOC e Condutividade deve ser contínuo para evitar contaminações sistêmicas.

  • A manutenção de loops em alta temperatura (70°C+) é a estratégia mais eficaz contra biofilmes.

  • A validação do sistema exige três fases distintas para garantir estabilidade microbiológica anual.

Métodos de Produção: Destilação vs. Processos de Membrana


Historicamente, a destilação foi o único método aceito pelas principais farmacopeias mundiais para a obtenção de WFI.


Este processo baseia-se na mudança de estado físico, o que garante a eliminação eficaz de microrganismos, endotoxinas e sais minerais.


Entretanto, revisões recentes na Farmacopeia Europeia e tendências na ANVISA permitem agora a utilização de processos "a frio", como a Osmose Reversa de duplo passo associada à Eletrodeionização e Ultrafiltração.


A escolha entre o sistema térmico ou de membranas deve considerar o custo energético, o volume de produção necessário e a robustez do programa de manutenção.


Sistemas de membranas bem projetados podem oferecer a mesma qualidade farmacopeica que a destilação, com uma redução significativa no consumo de vapor e água de resfriamento.


Parâmetros Críticos de Monitoramento para WFI


O controle de qualidade da WFI não é apenas um teste final, mas um monitoramento contínuo de parâmetros físico-químicos e microbiológicos.


A condutividade é o indicador primário de pureza mineral e deve ser monitorada online para detectar falhas imediatas no sistema de tratamento.


O Carbono Orgânico Total (TOC) mede a carga de compostos orgânicos, servindo como um alerta para a presença de biofilmes ou degradação de resinas e membranas.


No aspecto microbiológico, a WFI deve apresentar uma contagem de unidades formadoras de colônias (UFC) extremamente baixa, geralmente inferior a 10 UFC/100ml.


O teste de Endotoxinas Bacterianas (LAL) é, talvez, o mais vital, visto que esses fragmentos celulares de bactérias gram-negativas podem causar reações febris graves se presentes no injetável.


⚠️ A presença de biofilmes em tubulações é o maior risco para a conformidade da WFI, sendo extremamente difíceis de remover uma vez estabelecidos.


Armazenamento e Distribuição: O Loop de Água


Produzir água de alta qualidade é apenas metade do desafio; manter essa qualidade durante o armazenamento é igualmente complexo.


A WFI deve ser mantida em reservatórios de aço inoxidável 316L, com acabamento polido e ausência de "dead legs" (pontos mortos) onde a água possa estagnar.


O sistema de distribuição deve operar em recirculação constante, preferencialmente em temperaturas elevadas (acima de 70°C) para impedir o crescimento microbiano de forma auto-sanitizante.


Caso o sistema opere a frio, o uso de lâmpadas UV germicidas e ciclos frequentes de sanitização química ou térmica são indispensáveis.


A instrumentação calibrada e a validação do sistema de computação que monitora o loop são exigências fundamentais das Boas Práticas de Fabricação (BPF).


O Papel do Laboratório na Validação e Rotina


A validação de um sistema de WFI é dividida em três fases rigorosas que podem durar até um ano para cobrir variações sazonais da água de entrada.


Durante a rotina produtiva, a coleta de amostras deve seguir procedimentos assépticos rigorosos para evitar resultados falso-positivos originados pelo amostrador.


Laboratórios externos especializados desempenham um papel crucial ao fornecer análises independentes e de alta precisão para a liberação de lotes de água.


A Polaris Análises possui expertise técnica e tecnologia de ponta para realizar todos os ensaios farmacopeicos exigidos para a WFI.


💡 Realize análises periódicas de tendência para identificar desvios antes que eles atinjam os limites de alerta do seu sistema de gestão de qualidade.


Garantir a conformidade da sua Água para Injetáveis é proteger a saúde dos pacientes e a reputação da sua indústria.


Entre em contato com a equipe da Polaris Análises e descubra como nossas soluções laboratoriais podem otimizar o controle de qualidade do seu sistema WFI.

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Perguntas frequentes


Qual a principal diferença entre WFI e Água Purificada?


WFI é a água de maior pureza na indústria, utilizada em produtos intravenosos, enquanto a Água Purificada (PW) é usada para fármacos não estéreis e limpeza.


Quais análises laboratoriais são indispensáveis para a WFI?


Os principais testes incluem Condutividade, Carbono Orgânico Total (TOC), Contagem Microbiana total e o teste de Endotoxinas Bacterianas (LAL).


Métodos a frio são aceitos para a produção de WFI?


Sim, desde que utilizem tecnologias como Osmose Reversa de duplo passo acoplada a ultrafiltração, conforme as normativas atuais da ANVISA e Farmacopeias.


Por que o sistema de distribuição de WFI deve estar em recirculação constante?


Para manter a água em movimento e evitar a formação de biofilmes, que são colônias bacterianas altamente resistentes.

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